ITAIPU BINACIONAL - ILUMINAÇÃO - ECOMUSEU

A Usina Hidrelétrica de Itaipu é uma realização de trabalho conjunto de duas nações, Brasil e Paraguai, com o objetivo de aproveitar o potencial hidráulico das águas do rio Paraná, pertencente em condomínio aos dois países. Seu reservatório abrange 15 municípios do oeste paranaense e um do Mato Grosso do Sul.
Itaipu recebeu este nome em homenagem a uma pequena ilhota do Rio Paraná, sobre a qual está hoje assentada a Usina. A ilhota era chamada pelos indígenas de “Itaipu”, que em tupi-guarani significa “a pedra que canta”, pelo barulho que as águas faziam ao bater nas pedras. Devido às dimensões, a hidrelétrica é considerada “A Obra do Século” e uma das sete maravilhas do mundo moderno, conforme pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Engenharia Civil com engenheiros de todo o mundo. Em 1966, após intensas negociações entre Brasil e Paraguai, foi assinada a ”Ata do Iguaçu” e, em 26 de abril de 1973, foi assinado o “Tratado de Itaipu”, estabelecendo o aproveitamento dos recursos hídricos pertencentes aos dois países. Em 17 de maio de 1974, foi criada a entidade Itaipu Binacional, para construir e operar a usina. Um grande marco na construção da obra, em outubro de 1978, foi a abertura do canal de desvio do rio Paraná, que permitiu secar o seu leito original para a construção da barragem principal, em concreto. As comportas do canal de desvio foram fechadas em outubro de 1982, dando início à formação do reservatório. O lago de 1.350 km2 foi formado em apenas 14 dias. A 1ª unidade geradora de Itaipu começou a produzir em 5 de maio de 1984. No dia 6 de maio de 1991, entrava em operação a 18ª unidade, com potência instalada de 12,6 milhões de KW. A partir de 2005, Itaipu contará com 20 unidades, ampliando sua capacidade instalada para 14 milhões de kw. Itaipu é responsável pelo suprimento de 93% da energia elétrica consumida no Paraguai e 24% de toda a demanda do mercado brasileiro e vem batendo recordes ano a ano, graças ao desempenho excepcional de suas unidades geradoras.
Dados comparativos
O volume total de concreto utilizado na construção de Itaipu seria suficiente para construir 210 estádios de futebol como o do Maracanã, no Rio de Janeiro;
O ferro e aço utilizados permitiriam a construção de 380 Torres Eiffel;
A vazão máxima do vertedouro de Itaipu (62,2 mil metros cúbicos por segundo) corresponde a 40 vezes a vazão média das Cataratas do Iguaçu;
A vazão de duas turbinas de Itaipu (700 metros cúbicos de água por segundo cada) corresponde a toda a vazão média das Cataratas (1.500 metros cúbicos por segundo);
A altura da barragem principal (196 metros) equivale à altura de um prédio de 65 andares;
O Brasil teria de queimar 434 mil barris de petróleo por dia para obter em plantas termelétricas a mesma produção de energia de Itaipu;
O volume de escavações de terra e rocha em Itaipu é 8,5 vezes superior ao do Eurotúnel (que liga França e Inglaterra sob o Canal da Mancha) e o volume de concreto é 15 vezes maior.

Iluminação Monumental de Itaipu
A Iluminação Monumental de Itaipu representa um show de sons e luzes, valorizando cada detalhe da obra de concreto, principalmente o formato de catedrais da barragem. A visitação é realizada desde o dia 06 de dezembro de 2002. Para melhor receber os turistas, o Mirante Central da usina passou por reformas, recebeu um sistema de sonorização e telas de projeção para exibição de um filme sobre a construção de Itaipu, com
duração de 6 minutos. A barragem de concreto da usina recebeu um sistema de iluminação que utiliza 519 refletores ligados por mais de 60 km de fios, cabos e eletrodutos. A energia usada para iluminar a usina é suficiente para abastecer uma cidade de 15 mil habitantes.
A iluminação da barragem é complementada com a nova iluminação do Painel do Barrageiro, obra do artista plástico paranaense Poty Lazzartto, localizado ao lado do Mirante Central. O painel foi iluminado nas duas faces, o que ressaltou os traços de Poty.
A Iluminação Monumental de Itaipu é a primeira etapa de um projeto mais amplo, que envolve também a iluminação do vertedouro, criado por um dos maiores especialistas em luminotécnica do Brasil, Peter Gasper, que é responsável também pela iluminação do Memorial da América Latina, da Catedral de Brasília, do Palácio da Alvorada e do Museu Imperial. Não só os turistas, mas a própria comunidade pode assistir a esse espetáculo proporcionado pelos refletores que iluminam a barragem e pela trilha sonora que foi criada pelo diretor musical Antonio Fava. A música torna essa imagem de luz um espetáculo único e inigualável.

Ecomuseu de Itaipu
Inaugurado em outubro de 1987, o Ecomuseu é o agente principal do resgate da memória e do desenvolvimento da educação ambiental na região de Foz do Iguaçu. Desde 1975 a Itaipu planejava guardar em um museu adequado o resultado dos estudos e projetos desenvolvidos antes da formação do seu Reservatório. Isso tornou-se realidade com o Ecomuseu, primeiro do gênero na América Latina. Tem como objetivo básico representar as ligações existentes entre o homem, sua obra e o meio ambiente da área de abrangência do reservatório de Itaipu, englobando os bens de interesse científico, cultural e tecnológico, reconhecidos e representativos de seu patrimônio. A reforma pela qual o Ecomuseu de Itaipu foi submetido em 2003 revela a importância da história da região. História que não começa no final do século XIX, com a exploração da madeira e da erva-mate, mas muito antes, ainda com os caçadores/coletores de aproximadamente 8.000 anos atrás. No novo circuito museográfico os principais fatos relativos à história da Itaipu e da região são contados de forma interativa, utilizando-se de recursos como cenários, maquetes e computadores. Desde o momento em que chega à parte externa do Ecomuseu o visitante é convidado a fazer um mergulho na história. Dentro do prédio, a sensação é que se está diante de um novo mundo, em que fósseis e objetos de eras passadas convivem em harmonia com a mais moderna tecnologia existente para a produção de energia. Computadores mostram, em detalhes, todas as informações sobre a Usina Hidrelétrica de Itaipu, ao lado de maquetes que apresentam a realidade das mais diferentes áreas da usina.
Um dos maiores destaques do Ecomuseu é uma réplica perfeita, quase em escala natural, do eixo de uma unidade geradora da usina, sendo que o visitante tem a oportunidade de ouvir o barulho do eixo em movimento. Diversas ações culturais são desenvolvidas em conjunto com os municípios lindeiros e grupos representativos da comunidade, tais como as Fundações Culturais e Associações de Bairros. Sua clientela é composta de estabelecimentos de ensino, turistas nacionais e estrangeiros e comunidade local e regional. As exposições temporárias apresentam temas relacionados à Itaipu, municípios vizinhos, empreendimentos hidrelétricos e instituições parceiras em programas de conservação ambiental, desenvolvimento sustentado, memória, educação ou cultura. Através das mostras e oficinas de artes, também temporárias, o Ecomuseu de Itaipu oportuniza o acesso popular às manifestações culturais, socializa e divulga a produção artístico-cultural da região.
Texto extraído do Inventário Turístico de Foz do Iguaçu 2005.