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Agência de Notícias

08/11/2019 17:37
Equipes traçam estratégias para controle de uma doença que se transformou numa epidemia nacional



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A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), através da Diretoria de Atenção Básica (DIAB), está desenvolvendo um plano para a prevenção e o enfrentamento da sífilis congênita, que é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação. 

A transmissão vertical da doença é a que exige mais cuidados, e, por isso, o Poder Público está aperfeiçoando os protocolos junto ao pré-natal e também na sensibilização para a realização dos exames e do diagnóstico precoce. 

As estratégias do plano foram debatidas pelo vice-prefeito e secretário de saúde, Nilton Bobato, e pelas equipes da atenção primária durante uma reunião realizada nesta quinta-feira (07), no auditório da Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação. 

Os números da doença têm disparado em todo Brasil e também no mundo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2018, houve um aumento de 4.157% de aumento de sífilis no país, com reflexo também na transmissão congênita. 

“Estamos fortalecendo os protocolos para enfrentar essa realidade com um planejamento profundo para garantir o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a adesão da gestante ao pré-natal”, expressou Bobato. 

Dados
De acordo com dados epidemiológicos da doença em Foz do Iguaçu, no período de janeiro de 2017 a junho de 2019, foram notificados 255 casos de sífilis em gestantes e 149 registros de sífilis congênita (transmitida para o bebê). Deste total, 49% (124) das gestantes estavam na faixa etária de 20 a 29 anos.

Entre as dificuldades para o diagnóstico precoce ainda persistem a resistência aos exames e à permanência no pré-natal. As questões socioculturais também fazem parte do trabalho e da pesquisa desenvolvida pelo Programa Saúde da Mulher, coordenado pela Dra. Christiane Madalena Lopes Pereira.  

“O plano é interdisciplinar e também visa localizar a gestante que não está no sistema para garantir o ingresso e a permanência dela no pré-natal”, expressou Cristiane. 

O pré-natal também conta com uma equipe de matriciamento que atua em conjunto à rede e às gestantes. O Apoio Matricial foi implantando em 2016 e promove um encontro multiprofissional, discute os casos clínicos e de sífilis nas próprias UBSs das gestantes, oportuniza a aprendizagem dos envolvidos, é facilitadora de troca de experiências e conscientiza as equipes para o manejo da doença. 

Tratamento 
A saúde oferece o pré-natal em todas as unidades básicas de saúde. Na abertura do acompanhamento, são solicitados vários exames, dentre eles, os testes rápidos para as infecções sexualmente transmissíveis. Caso detectada a doença, o tratamento tem início ainda durante a gestação e segue até os dois anos da criança. 

O tratamento é realizado pelo SAE – Serviço de Assistência Especializada – situado no CEM (Centro de Especialidades Médicas) da Avenida Paraná e conta com o acompanhamento de diversas equipes e da assistência farmacêutica. “A sífilis possui um tratamento simples, mas se não for tratada, pode levar a complicações graves, principalmente para as crianças de mães portadoras da doença”, ressaltou o Coordenador do Programa de IST/Aids, Wanderlei Furtado.

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